terça-feira, 27 de novembro de 2012




Características dos Grupos

Os Encontros do grupo são coordenados pela fisioterapeuta e doula Janaina Peixoto da Rosa,Kelen Pompeu enfermeira e doula , Lizandra Pimenta , Enfermeira e doula e Camila Vargas , nutricionista e consultora em amamentacao . O grupo é aberto à entrada de novos participantes e funciona de forma contínua,  estipulada a cada 15 dias sem data para  finalizar as atividades. Destinam-se às gestantes e companheiros que, convidados, participam sempre que puderem. Todos recebem informações e dicas práticas que previnem diversos problemas, enquanto abordam temas como:


Gestação
Sentimentos em relação a essa fase da vida; oscilação dos sentimentos em relação ao filho; possíveis alterações no humor, nas necessidades de afeto e no desejo sexual; transformações corporais, incômodos e formas de alívio; noções de anatomia; orientação alimentar, etc.

Parto
Informações e vivências preparatórias para as diferentes modalidades de parto, tanto via vaginal, quanto cesárea. Sinais da proximidade de um trabalho de parto, fases de
um trabalho de parto; a questão da dor; recursos de auto-ajuda; participação do companheiro; exibição de vídeos de partos, etc.



Pós-parto
Transformações corporais, emocionais, possíveis dificuldades da puérpera. O Índice de Apgar; cuidados ao recém-nascido (coto umbilical, banho, sono, etc); dicas sobre aleitamento (colostro, apojadura, duração e intervalo entre as mamadas, prevenção de rachaduras, etc). A participação do pai e da família; a volta à vida sexual, anticoncepção, etc.





Bebês
De tempos em tempos, a coordenação convida casais de pais para retornarem ao grupo de gestantes e companheiros, com seus bebês, para fazerem o relato de suas experiências de parto e da convivência com o filho. Este é um tipo de encontro que costuma ser interessante e importante para ambos os grupos.      


Fotos do Grupo Nascer Sorrindo Sm



Grupo Nascer Sorrindo Sm



                                                    
                                      Queridas mamaes! 

Como a gestação é um período que envolve grandes mudanças bio-psico-sociais, gestantes e companheiros necessitam compartilhar com seus pares reflexões sobre as mudanças que atravessam, trocar informações objetivas, bem como se preparar do ponto de vista corporal e emocional para as experiências que viverão. Num grupo degestantes são objeto de debate situações da vida atual, o parto, o pós-parto, os cuidados com o bebê, aamamentação e outros temas importantes que o grupo desejar abordar. Gestantes e companheiros participam de uma dinâmica de grupo semanal, enquanto as futuras mães praticam Yoga duas vezes por semana. Focalizaremos aqui alguns temas presentes nos Grupos de Gestantes

Todo indivíduo sente necessidade de pertencer a algum grupo humano que seja para ele uma referência, especialmente numa sociedade de massa que o despersonaliza, gerando sentimentos de isolamento e solidão. Um casal grávido pode ser oriundo de um círculo familiar e social restrito, em que foram mínimas as oportunidades de aprendizagem relacionadas a por exemplo o nascimento de um bebê. Já outro casal pode vir de uma família numerosa, ter acompanhado outras gestações e ter alguma experiência com bebês, mas sabe que sua experiência de vida é única. É única a história com sua família de origem, a história do relacionamento do casal, como serão únicas a experiência departo e pós-parto. E é desse ponto de vista que cada um deseja ser ouvido e ter sua experência pessoal compartilhada. Ou sua falta de experiência ... Suas dúvidas, conflitos e ansiedades, que ocorrerão em algum grau, mesmo emgestações desejadas e programadas. 

Se por um lado a abordagem dos temas que vão surgindo num Grupo de Gestantes é particularizada, por outro lado o coordenador de um grupo dessa natureza deve atender àquelas questões que surgem com frequência por parte da maioria dos componentes do grupo

Um exemplo ilustrativo são as preocupações com a vinda de um bebê perfeito. Esse é um típico tema em que a abordagem é necessariamente múltipla. Pode-se entrar primeiramente com aspectos gerais: o casal cuida de sua saúde? A gestante freqüenta regularmente as consultas pré-natais? Só ingere medicamentos prescritos pelo obstetra? Cuida de sua alimentação? De suas horas de sono? O diálogo no grupo vai se entremeando com informações necessárias e tranquilizadoras. 

gestação não é uma condição patológica mas certamente uma situação especial. Por mais saudável que transcorra suagestação é vital uma mudança em seu ritmo de vida. A gestante costuma dar uma paradinha em suas atividades durante o dia? Aqui uma abordagem de teor mais psicológico pode se fazer necessária. Há que se observar se há no grupo aquelas gestantes que, devido a certas características de personalidade, acreditam que podem levar a vida nos mesmos moldes de antes da gestação. Sem se darem conta de que é um direito seu, absoluto, o de se poupar, não atendendo a todas as solicitações no trabalho ou meio familiar, como antes. E que é igualmente legítima a decisão de não abrir mão de seus direitos como cidadãs, em seu meio social. No quotidiano fazem valer princípios básicos como a garantia de emprego, seu lugar em filas de banco, condução, e mais do que isso, percebem-se com direito a uma natural solidariedade dentre os que as cercam? Certas dinâmicas de grupo podem oferecer-lhes um verdadeira oportunidade de conscientização e transformação desses aspectos.
Todos estes temas se interrelacionam e participam da idéia de um bebê “perfeito”. Mas atenção para que a palavra perfeito não seja levada ao pé da letra, produzindo nos pais uma expectativa idealizada a respeito da criança. Uma criança quase sobre-humana, aquela que no fundo, inconscientemente será encarregada, de suprir várias das impossiibilidades e imperfeições de seus próprios pais. Nem um bebê perfeito nem pais perfeitos. O que uma criança precisa não é de mãe e pai perfeitos, que aliás não existem mesmo, mas de pais que apesar de falharem aqui e ali em suas atitudes, agem com honestidade, franqueza, transmitindo ao filho a idéia de que tentam verdadeiramente “acertar”. Se é isso o que predomina, isso é registrado pela criança como amor. 

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

"A utilização da bola suíça no preparo do trabalho de parto"

A bola suíça vem sendo usada para promover a posição vertical, a movimentação da mulher e a mobilidade pélvica durante o trabalho de parto. Seu emprego na atenção obstétrica requer elucidações mais precisas sobre sua aplicação. Este estudo descritivo teve como objetivo caracterizar o uso da bola suíça na assistência à mulher, durante o trabalho de parto e foi realizado em 35 maternidades públicas do Município de São Paulo. Os dados foram obtidos por meio de entrevista, pelo uso de um formulário estruturado, realizado com uma enfermeira de cada instituição pública. Os resultados demonstraram que a bola é empregada em 100% dos Centros de Parto Normal e em 40,9% dos Centros Obstétricos. Dentre as profissionais entrevistadas, 88,6% tinham conhecimento do uso da bola em parturientes. Quanto à utilização da bola: 77,5% das enfermeiras orientam a mulher a permanecer uma hora fazendo exercícios; 34,8% indicam a bola para auxiliar na descida e no encaixe da apresentação fetal; 37,8% afirmam que a existência de uma intercorrência obstétrica é a principal causa para contraindicar; 87,1% orientam o uso da bola associado à outra prática não farmacológica e dentre estas; 54,6% vinculadas ao banho de aspersão; 32,9% relataram como maior benefício o auxílio na descida e no encaixe da apresentação fetal e 67,7% consideram a experiência da bola como boa na perspectiva das parturientes. Todas as enfermeiras realizam algum tipo de higienização da bola. Quanto aos movimentos e posições orientadas às parturientes no uso da bola, as respostas foram: 36,5% referem-se à posição sentada com apoio; 31,8% aos movimentos de propulsão (abaixa e levanta); 30,5%, aos movimentos rotatórios com o quadril e 1,2%, às posições ajoelhada e apoiada com o tronco sobre a bola. Apenas um serviço dispunha de protocolo para utilizar a bola suíça. Concluiu-se que as diretrizes para o uso da bola suíça como instrumento de incentivo à mobilidade e prática de conforto durante o trabalho de parto não estão bem estabelecidas, embora seu uso seja prevalente em ambientes voltados à normalidade do parto e nascimento, como os Centros de Parto Normal.