quinta-feira, 30 de maio de 2013

O dom de ser uma Doula

O serviço de acompanhantes de parto cresce nos hospitais públicos e particulares de São Paulo e outras regiões do país. Com a ajuda delas é mais confortável dar à luz
            A palavra doula vem do grego e foi empregada na antiguidade para designar a mulher que acompanhava a gestante nos momentos que antecediam o parto até seu término e também ajudava a nova mãe com as tarefas domésticas nas primeiras semanas de vida do bebê. A função era exercida, em geral, pela mãe, amigas ou irmãs mais velhas da parturiente, que já tinham filhos e, portanto, eram experientes para prestar esse tipo de cuidado. Estudos controlados sobre a participação da doula, de uma parteira ou enfermeira mostraram, recentemente, que o apoio dado por essas mulheres à gestante faz diferença. Contribui, entre outras coisas, para a redução do tempo de trabalho de parto, menor uso de medicações e de anestesia epidural, menos cesáreas e condições de nascimento do bebê mais satisfatórias.
Segundo a publicação da Organização Mundial da Saúde (OMS) “Maternidade Segura – Assistência ao Parto Normal: Um Guia Prático”, a doula é uma prestadora de serviços que recebeu um treinamento básico sobre parto e está familiarizada com uma ampla variedade de procedimentos de assistência. Ela fornece apoio emocional e físico à gestante. Para aumentar o conforto materno, por exemplo, a doula faz massagem nas costas da parturiente nos intervalos das contrações, pode segurar suas mãos para ajudá-la a se sentar ou se levantar, além de explicar a ela o que está acontecendo ao longo do processo, tornando-se assim uma presença amiga que transmite serenidade à mulher, facilitando o trabalho da equipe médica.
A organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde de vários países, entre eles o Brasil, reconhecem atualmente a importância da contribuição da doula, como uma presença que propicia maior tranqüilidade à gestante, assegurando que o processo transcorra com mais rapidez e menos dor ou complicações. A participação da doula no parto é considerada, ainda, facilitadora da vinculação entre mãe e bebê, nas primeiras horas após o parto. As vantagens também são notáveis para o Sistema de Saúde, que além de oferecer um serviço de maior qualidade, tem uma significativa redução nos custos dada à diminuição das intervenções médicas e do tempo de internação das mães.
O papel da doula
Antes do parto: a doula pode ajudar o casal a se acomodar no hospital ou na clínica onde o parto vai ser realizado. Deve informar sobre os procedimentos do lugar, como será a participação da equipe, a intervenção do médico e os primeiros cuidados com o recém-nascido, além de orientar a mulher sobre como se preparar para o parto.
Durante o parto: a doula pode auxiliar a parturiente a encontrar posições mais confortáveis para suportar as contrações do trabalho de parto, mostrar formas eficientes de respiração e propor medidas naturais que podem aliviar as dores, como banhos, massagens, relaxamento etc.
Após o parto: ela visita a família e pode ajudar nos cuidados com o bebê e a mãe, mostrando como se faz a higiene do recém nascido, como amamentá-lo e conversar sobre a alimentação adequada da mãe nesse período de pós-parto e aleitamento.

Relatos de parto..


Relato  Lidiane Soldatti

Quando estava grávida buscava relatos de parto para aprender com a experiência das outras gestantes! Não podia deixar de compartilhar com vocês o relato do meu parto normal!

No dia 04/04/13 experimentei o momento mais especial da minha vida. A data foi escolhida pelo nosso pequeno Caio e o tão desejado parto normal ocorreu às 7h38 da manhã, de forma muito natural e humanizada, com o acompanhamento do papai.

O trabalho de parto começou por volta das 20h30 da noite anterior, com cólicas de pequena intensidade, praticamente insignificante. Como há alguns dias vinha sentindo as mesmas cólicas, que logo passavam, não dei a devida importância. Tomei um banho quente e fui dormir, porém as cólicas não passaram e estavam atrapalhando o meu sono. Passei a procurar posições mais confortáveis e testar algumas posições que aprendi com as doulas do grupo Nascer Sorrindo, que facilitam o encaixe do bebê. O barulhinho da água do aquário na minha sala e pouca luz me deixaram bem confortável. O controle da respiração durante as contrações me proporcionou controle total e absoluto da dor. Estava tão conectada comigo mesmo que não me dei por conta que precisava acompanhar a duração e periodicidade das contrações para saber a hora de ir para o hospital. Passei a madrugada alternando posições mais confortáveis, descansando nos intervalos das contrações e exercitando a respiração de relaxamento. Por volta das 4h30 iniciou um pequeno sangramento quase insignificante, era o colo do útero que estava cedendo. Às 5h o sangramento ficou um pouco mais intenso e então resolvi falar com o meu médico - fui orientada a ir para a maternidade ser avaliada. Achei que ainda estava distante a hora do parto e não levei as malas (pensei que voltaria para casa). Enquanto esperava o obstetra chegar a bolsa rompeu. Ao ser examinada lembro exatamente das palavras do meu médico: “Está com 8cm, daqui 1hora e meia o teu nenê nasce”. Eu mal podia acreditar que era verdade! A hora de tê-lo nos braços estava muito próxima!
Foi uma corrida para providenciar a internação, voltar para casa buscar as malas, avisar a família, a equipe do hospital providenciar leito (estavam com 7 cesáreas agendadas) e preparar a sala de parto.

Logo começaram contrações diferentes somada a uma vontade enorme de fazer força – estava iniciando o momento expulsivo. Nesta hora fui para a sala de parto e o meu esposo foi se vestir para acompanhar. Em menos de 30 minutos o nosso pequeno nasceu – o momento mais especial que poderíamos vivenciar! Com 3,620kg, 52 cm, sem anestesia, sem nenhuma medicação, sem intervenções, de forma muito natural ele nasceu e veio para os meus braços ainda preso ao cordão umbilical. Logo após os primeiros procedimentos do pediatra teve o contato com o seio para amamentar, ainda na sala de parto. Muita emoção para conseguir descrever!

Da sala de parto direto para o quarto com o nosso bebê, eu estava muito bem, tomei café da manhã, já estava caminhando, recebendo visitas e atendendo nosso pequeno sem nenhuma dor para se movimentar. Passamos somente uma noite no hospital e às 8h do dia seguinte estávamos de alta (realmente são inúmeros os benefícios do parto normal).

Agora que já vivenciei o parto posso afirmar que é realmente possível controlar a dor. Se por algum motivo me desconcentrasse da respiração passava a sentir as contrações. É claro que a dor depende da sensibilidade e principalmente do preparo e cada gestante para enfrentá-la - comecei a minha preparação muito antes de descobrir a tão desejada gravidez, desde a escolha do obstetra que realizasse com mais freqüência partos normais. Participei dos encontros do Grupo Nascer Sorrindo que me proporcionaram muita informação e troca de experiências com outras gestantes, além de muita leitura sobre o assunto. Vivenciaria tudo novamente!


terça-feira, 28 de maio de 2013

Parto Humanizado

O que é Parto Humanizado ?

Uma importante questão a ser esclarecida é que o termo "Parto humanizado" não pode ser entendido como um "tipo de parto", onde alguns detalhes externos o definem como tal, como o uso da água ou a posição, a intensidade da luz, a presença do acompanhante ou qualquer outra variável. A Humanização do parto é um processo e não um produto que nos é entregue pronto.

Acredito que estamos a caminho de tornar cada vez mais humano este processo, isto é, tornar cada vez mais consciente a importância de um processo que para a humanidade sempre foi instintivo e natural e que por algumas décadas tentamos interfirir mecanicamente, ao hospitalizarmos o nascimento e querer enquadrar e mecanizar em um formato único as mulheres e o evento parto.

O termo “humanização” carrega em si interpretações diversas. A qualidade de “humano” em nossa cultura quase sempre se refere à idéia arraigada na moral cristã de ser bom, dócil, empático, amável e de ajudar o próximo. Nesse contexto, retirar a mulher de seu “sofrimento” e “acelerar” o parto através de medicações e de manobras técnicas ou cirúrgicas e é uma tarefa nobre da medicina obstétrica e assim vem sendo cumprida.

Mas há um porém neste tipo de intervenção. Um olhar mais atento na prática atual da assistência ao parto revela uma enorme contradição entre as intervenções técnicas ou cirúrgicas e as suas conseqüências no processo fisiológico do parto e na saúde física e emocional da mãe e do bebê. Um olhar ainda mais atento nos processos culturais, emocionais, psíquicos e espirituais envolvidos no parto revelam novos e norteadores horizontes, tal qual a importância, para mãe e filho, de vivenciar integralmente a experiência do parto natural.

A qualidade de humano que se quer aqui revelar envolve os processos inerentes ao ser humano, os processos pertinentes ao ciclo vital e a gama de sentimentos e transformações que a acompanham. O processo de nascimento, as passagens para a vida adolescente e adulta, a vivência da gravidez, do parto, da maternidade, da dor, da morte e da separação são experiências que inevitavelmente acompanham a existência humana e por isso devem ser consideradas e respeitadas no desenrolar de um evento natural e completo como é o parto. Muitas e muitas mulheres ao relatarem seus partos via cesariana mostram a frustração de não terem parido naturalmente, com as próprias forças, os seus filhos. Querem e precisam vivenciar o nascimento de seus filhos de forma ativa, participativa, inteira. Viver os processos naturais e humanos por inteiro muitas vezes envolve dor, incômodo, conflito, medo. Mas são estes mesmo os “portais” para a transição, para o crescimento, para o desenvolvimento e amadurecimento humano.

A humanização proposta pela ‘humanização do parto’ entende a gestação e o parto como eventos fisiológicos perfeitos (onde apenas 15 a 20% das gestantes apresentam adoecimento neste período necessitando cuidados especiais), cabendo a obstetrícia apenas acompanhar o processo e não interferir buscando ‘aperfeiçoá-lo’.

Humanizar é acreditar na fisiologia da gestação e do parto.
Humanizar é respeitar esta fisiologia, e apenas acompanhá-la.
Humanizar é perceber, refletir e respeitar os diversos aspectos culturais, individuais, psíquicos e emocionais da mulher e de sua família.
Humanizar é devolver o protagonismo do parto à mulher.

Retirado fonte: Despertar do parto
Olá meninas,em geral o cabelo cresce de 1 a 2 cm por mês,mas eu pesquisei algumas dicas simples e fáceis para agilizar o crescimento,obter fios saudáveis e ainda duas receitas caseiras:            

Massageie o cabelo:durante a lavagem dos fios massagei-o por alguns minutos,assim aumenta a circulacão sanguínea do local.
Enxague bem o cabelo:após lavá-lo com shampoo e condicionador  o enxague bem com água corrente.
Melhore a alimentação:essa dica é velha,mas funciona sempre,invista em frutas,legumes e verduras elas possuem os nutrientes para garantir o crescimento dos fios. 
Deixe de fumar: se esse for o seu caso,saiba que o cigarro deixa seu cabelo mais fragilizado e quebradiço.
Suco de alface:com 500g de alface verde escuro e  2 litros de água,bata no liquidificador e já está pronto,caso ache muito forte pode-se colocar outras frutas junto e tomar a vontade.
Coma alimentos fonte de proteínas:como ovo,peixes e carnes brancas ou vermelhas.
Vinagre:coloque uma porção de vinagre por duas de água,exemplo um copo de vinagre e dois de água,passe depois do shampoo deixe agir por alguns minutos,retire e o lave normalmente.

Scr. Camila Moraes