O serviço de acompanhantes de parto
cresce nos hospitais públicos e particulares de São Paulo e outras
regiões do país. Com a ajuda delas é mais confortável dar à luz
A palavra doula vem do grego e foi empregada na
antiguidade para designar a mulher que acompanhava a gestante nos
momentos que antecediam o parto até seu término e também ajudava a nova
mãe com as tarefas domésticas nas primeiras semanas de vida do bebê. A
função era exercida, em geral, pela mãe, amigas ou irmãs mais velhas
da parturiente, que já tinham filhos e, portanto, eram experientes para
prestar esse tipo de cuidado. Estudos controlados sobre a participação
da doula, de uma parteira ou enfermeira mostraram, recentemente, que o
apoio dado por essas mulheres à gestante faz diferença. Contribui,
entre outras coisas, para a redução do tempo de trabalho de parto,
menor uso de medicações e de anestesia epidural, menos cesáreas e
condições de nascimento do bebê mais satisfatórias.
Segundo a publicação da Organização Mundial da Saúde (OMS)
“Maternidade Segura – Assistência ao Parto Normal: Um Guia Prático”, a
doula é uma prestadora de serviços que recebeu um treinamento básico
sobre parto e está familiarizada com uma ampla variedade de
procedimentos de assistência. Ela fornece apoio emocional e físico à
gestante. Para aumentar o conforto materno, por exemplo, a doula faz
massagem nas costas da parturiente nos intervalos das contrações, pode
segurar suas mãos para ajudá-la a se sentar ou se levantar, além de
explicar a ela o que está acontecendo ao longo do processo, tornando-se
assim uma presença amiga que transmite serenidade à mulher,
facilitando o trabalho da equipe médica.
A organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde de
vários países, entre eles o Brasil, reconhecem atualmente a importância
da contribuição da doula, como uma presença que propicia maior
tranqüilidade à gestante, assegurando que o processo transcorra com
mais rapidez e menos dor ou complicações. A participação da doula no
parto é considerada, ainda, facilitadora da vinculação entre mãe e
bebê, nas primeiras horas após o parto. As vantagens também são
notáveis para o Sistema de Saúde, que além de oferecer um serviço de
maior qualidade, tem uma significativa redução nos custos dada à
diminuição das intervenções médicas e do tempo de internação das mães.
O papel da doula
Antes do parto: a doula pode ajudar o casal a se acomodar
no hospital ou na clínica onde o parto vai ser realizado. Deve informar
sobre os procedimentos do lugar, como será a participação da equipe, a
intervenção do médico e os primeiros cuidados com o recém-nascido,
além de orientar a mulher sobre como se preparar para o parto.
Durante o parto: a doula pode auxiliar a parturiente a
encontrar posições mais confortáveis para suportar as contrações do
trabalho de parto, mostrar formas eficientes de respiração e propor
medidas naturais que podem aliviar as dores, como banhos, massagens,
relaxamento etc.
Após o parto: ela visita a família e pode ajudar nos
cuidados com o bebê e a mãe, mostrando como se faz a higiene do recém
nascido, como amamentá-lo e conversar sobre a alimentação adequada da
mãe nesse período de pós-parto e aleitamento.

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